3 boas práticas para equilibrar o fluxo de caixa da sua empresa

Atualizado: Set 12

Esse texto trará para você boas práticas para ter o fluxo de caixa equilibrado e não viver eternamente na corda bamba. Boa leitura!

Em tempos de pandemia, muitas empresas viram suas vendas declinarem e é fato que a redução dos gastos não acontece no mesmo time. A maioria dos empreendedores tiveram que rever a estrutura de custos e despesas da empresa e correr com a otimização, bem como se reinventar nas estratégias de vendas. Conheça 3 estratégias para trazer o seu fluxo de caixa ao equilíbrio.



1. Redução de custos e despesas: como definir o que cortar sem prejudicar a operação do negócio

Pegue o seu relatório financeiro que contenha todas as linhas de custos e despesas, como a do exemplo abaixo:


Para cada linha faça a seguinte pergunta: esse gasto é essencial para o funcionamento do meu negócio? Entende-se por “essencial ao funcionamento” tudo aquilo ligado à satisfação do seu cliente.

Se a resposta for não, é um pagamento que pode ser suspenso em momentos difíceis. Se a resposta for sim, então você se fará uma segunda pergunta: como eu posso fazer a mesma coisa a um preço menor (o famoso mais com menos)? Um exemplo para reflexão é a possibilidade de aumentar a carga horária de home office e, nesse caso, substituir o alto custo de aluguel por um espaço em coworking, fazendo rodízio com a equipe. Assim, além de reduzir o valor do aluguel, você vai economizar com transporte e alimentação do funcionário.

Para situações que você não consegue reduzir o valor do gasto, a dica é ser transparente com o parceiro de negócio e propor uma redução de valores por um tempo determinado, até mesmo alguns meses de carência. O que vemos como prática quando o parceiro aceita a carência é ele parcelando os pagamentos em aberto nos vencimentos futuros.



2. Aumentar as vendas?

É claro que toda empresa quer aumentar as vendas. Ainda mais em um contexto em que as vendas diminuíram como no momento atual, devido a COVID. Vender é excelente, mas vender sem ter capacidade de atendimento ou sem medir os custos atrelados pode ser um tiro no pé. E tanto o processo de vendas quanto o aumento da capacidade de atendimento exigem gastos mensais que podem ser bem elevados.

Então tem dois caminhos, considerando a crise pela COVID. O primeiro é na situação que você tem caixa para manter o seu quadro de colaboradores diante da redução das vendas. Isso significa que a sua equipe estará ociosa, já que as vendas diminuíram. Se você pode mantê-la bem como investir em novas estratégias de vendas, então faz sentido optar por esse caminho e se readaptar com o novo processo de vendas.

O segundo caminho é quando você não tem como manter a equipe atual, considerando a queda das vendas, tampouco investir em novas estratégias. Então a dica é promover a redução de custo, conforme o item 1 desse conteúdo, até igualar ao valor de entradas que você tem no mês. É difícil conseguir alcançar o equilíbrio de caixa de um mês para o outro, então você vai precisar de dinheiro para esse período de transição, até que as entradas se igualem as saídas. Nesse caso, o seu principal foco é manter satisfeitos os clientes que ficaram. Faça tudo o que for preciso para que eles valorizem a sua entrega, de forma que você seja tão importante que nem uma crise como essa fará o seu cliente suspender o contrato. E assim o seu negócio se manterá vivo. Quando tudo se estabilizar, aí você pensa em aumentar as vendas.


3. Crédito bancário

Estamos em um momento que o crédito bancário é muito bem-vindo. Considerando os dois caminhos que citamos acima, ele pode ajudar as empresas a manter o salário do pessoal em dia, investir em novas estratégias de vendas e também contribuir para a manutenção do caixa, enquanto você passa pelo período de transição (aquele momento de redução de custos que não ocorre de uma hora para outra, porém a queda da receita já aconteceu). No entanto fique atento para que o crédito bancário venha realmente para ajudar você e a sua empresa. Analise a taxa e veja se a parcela cabe nos pagamentos da empresa. Muitas vezes o empreendedor toma o dinheiro e tudo parece perfeito quando ele é creditado na conta, mas no mês seguinte, quando você recebe o primeiro boleto da dívida, aí cai a ficha de que o dinheiro que entrou já foi todo embora e que a empresa não tem capacidade financeira para arcar com as parcelas do empréstimo. Então tome cuidado para não abrir um buraco ainda maior, a ideia é diminuí-lo.

Quando você precisa de crédito bancário para suprir o caixa da empresa, é importantíssimo que se tenha muito clara a estratégia para equilíbrio entre recebimentos e pagamentos, e quanto tempo para alcançá-la. Não se esqueça de incluir na lista de pagamentos a parcela da dívida para essa análise.

Sabemos que gestão de fluxo de caixa não é algo tão simples assim. A boa notícia é que ele se torna menos complexo quando se tem uma boa estratégia de equilíbrio, mas acima de tudo, que você persista para que esse plano sai do papel. Revise as 3 boas práticas citadas aqui e comece já a planejar as ações para equilibrar o caixa da sua empresa.


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